Como posso cuidar da saúde emocional do meu filho?

Como posso cuidar da saúde emocional do meu filho?

Todos os pais querem que os seus filhos cresçam saudáveis e estão atentos ao menor sinal de doença, recorrendo a ajuda especializada. Há pais que actuam também de forma preventiva, com todos os cuidados necessários para que os filhos não adoeçam.

É assim com a saúde física.

E com a saúde emocional?

Os pais querem que os filhos cresçam com responsabilidade, com ética e valores, que respeitem os outros e que saibam lidar com as diversas situações do dia-a-dia de forma emocionalmente saudável.

A inteligência emocional é a capacidade de identificar as próprias emoções e saber geri-las internamente, de forma a dar a resposta mais adequada à emoção do outro. É essencial que esta competência seja desenvolvida a partir de idades pré-escolares. Como consequência, os jovens terão uma auto estima saudável, com resultados escolares favoráveis e serão adultos com relações interpessoais adequadas.

Os pais devem estar atentos e ser cuidadosos com as crianças, fazendo com que as relações familiares fiquem mais sólidas e saudáveis.

Os pais precisam também de ser o exemplo para os filhos e trabalhar também a sua inteligência emocional, ajudando-os a gerir as suas próprias emoções. É essencial o equilíbrio interior, o autocontrolo e autogestão das emoções entre pais e filhos para que este processo se desenvolva com naturalidade.

Pais atentos conhecem os filhos, fisicamente e emocionalmente, mostram-se interessados e ajudam-nos a ser bem-sucedidos na sua caminhada de vida.

 

Como podem os pais ajudar os filhos a cuidarem da sua saúde emocional?

 

  1. Cuide da sua própria inteligência emocional

As crianças aprendem pelo exemplo. Os pais são as figuras centrais do mundo da criança e é só para eles que toda a sua atenção está virada. São as pessoas que garantem a sua segurança e conforto, por isso os progenitores têm sempre olhos curiosos e observadores ao seu redor. Se os adultos se mostrarem emocionalmente inteligentes, as crianças seguirão o exemplo sem esforço.

 

  1. Reconheça o valor da criança e evite elogios excessivos

As crianças desejam ser amadas simplesmente pelo que são, independentemente do que fazem. Os pais devem reconhecer o valor dos filhos, mostrar que os amam, mesmo que as notas escolares não correspondam às expectativas ou as tarefas não sejam desempenhadas como os adultos esperam.

O elogio pode ser dado, claro, embora com peso e medida. As frases “Muito bem!”, “És tão linda!”, “És o melhor!” parecem estimular a autoestima, mas quando usadas em excesso, apenas dão confiança e aumentam o desejo de competição. Para além disso, a criança começa a perceber que é amada pelo que faz e não pelo que é. Ao reconhecer, descrevemos apenas o que observamos e colocamos o valor na essência da criança e não nas suas habilidades. Por vezes exige mudar a forma de comunicar com os filhos. Experimente e, se precisar de ajuda, existe apoio profissional especializado para encontrar consigo a melhor forma de comunicar com os seus filhos.

 

  1. Ensine a criança a lidar com a frustração e a espera

É fundamental ensinar às crianças o valor de esperar e de lidar com a frustração. Se perceberem que os adultos também não conseguem tudo que querem e quando querem, se a reacção dos pais à frustração for também equilibrada, as crianças entenderão o seu valor. Podem começar por coisas mais simples como os doces ou brinquedos e depois passar para situações de maior importância no dia-a-dia e nas relações. Adequar sempre a explicação à idade da criança.

 

  1. Eduque com amor

Todos os pais amam os seus filhos. No entanto, por vezes, têm atitudes que fazem as crianças ou jovens sentir o contrário. Quando os pais agem com amor incondicional, amor sincero e sem esperar nada em troca, a criança vive mais saudável a todos os níveis. Uma criança que se sente avaliada e rejeitada pelos pais pode desenvolver baixa auto estima, depressão ou transtornos mais complicados. Os pais devem brincar com os filhos, passar tempo com eles em presença absoluta e sem actividades paralelas. As conversas divertidas ou sobre assuntos importantes devem fazer parte do quotidiano da família, bem como beijos e abraços, demonstrações de carinho essenciais às relações.

Demonstre interesse pelo bem-estar geral dos seus filhos, interesse-se pelos seus assuntos preferidos e terá crianças e jovens mais equilibrados e emocionalmente saudáveis.

 

Em caso de dúvidas, dificuldades ou fases mais desafiantes, não hesite em procurar um profissional que o possa ajudar a melhorar a autoestima da família.

 

Ana Rita Núncio, Facilitadora de Parentalidade Consciente | Coach Parental e Motivational